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Trabalhos em grupos: uma superação Abril 24, 2009

Posted by hubclass in Aulas, crise, Ensino superior, Estudantes, Idéias, livros, Professores, relacionamento, trabalho.
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Para alguns cursos, a formação de grupos para desenvolvimento de trabalhos, acontece semestralmente.

Em outras situações, temos a formação de grupos específicos para a elaboração dos Projetos, e o posterior TCC – Trabalho de Conclusão de Curso.

O foco inicial, que centraliza as atenções e preocupações em temas bem específicos como a elaboração do Tema, do Problema, Justificativa, Hipóteses, Variáveis, Categorias, Metodologias… consegue manter uma participação mais ampla.

Finalizada essa primeira etapa, vem a necessidade do desenvolvimento da parte Textual, que requer uma participação – um tanto distribuída, digamos – dos componentes do grupo. A partir daqui, aqueles que costumam “encostar” nos colegas, tornam-se mais visíveis. Começam, então, os problemas para os demais.

As pesquisas de campo, as buscas por fontes documentais e demais informações mais técnicas, requerem esforço de todos. Só que, alguns se empenham mais. Encontram sentido na realização do trabalho. Enquanto outros, acham que “fazer faculdade não deveria ser tão trabalhoso”. São os(as) que se contentam em apenas obter o ‘canudo’.

Tenho citado, com frequência, uma reportagem da revista Exame – de há uns 2 anos – sobre processos de seleção que reprovavam 95% dos candidatos, pois não apresentavam as habilidades exigidas. E, vejam, o quesito básico era que todos tivessem formação superior completa. Todos tinham formação superior, porém, apenas 5% eram aprovados para etapas seguintes.

A pergunta a ser feita: DE QUE VALE O DIPLOMA SEM COMPETÊNCIA?

A resposta a ser dada: POUQUÍSSIMO, OU NADA.

Agora, imaginem como deverá ser (já está sendo na verdade), com a situação em curso, onde as organizações restringem muito mais, suas contratações.

Se, por um lado, as empresas querem/precisam vender seus produtos em mercados altamente competitivos; por outro lado, VOCÊ também deve pensar que vende seu produto para essas empresas. Seu produto é sua competência. Enquanto a empresa considerar que VOCÊ justifica o investimento feito (em você), ela não terá razões para dispensá-lo. Claro que há exceção, quando essas empresas estão em dificuldades financeiras, e, assim, dispensam sem alguns critérios básicos.

O fato é que as organizações oferecem trabalho, enquanto muitos procuram apenas emprego.

Há, também, alguns outros aspectos relacionados à gestão de pessoas que não são o objetivo desse comentário. Mas o que desejo enfatizar aqui, é que os trabalhos em grupo são, em primeiro lugar uma ótima oportunidade para superar dificuldades de relacionamento.

Antes de rejeitar algum colega, precisamos refletir sobre a possibilidade de alguém estar pensando o mesmo, sobre nós.

Depois, todas as atividades que envolvem os trabalhos em grupo, contribuem EFETIVAMENTE para:

- desenvolver o hábito do planejamento;

- desenvolver o hábito da leitura (um verdadeiro problema para o estudante de hoje);

- desenvolver a pesquisa (busca autônoma) e a proatividade;

- desenvolver network e encontrar oportunidades;

- desenvolver a redação de textos apropriados à sua formação;

além de outros aspectos muito positivos, como ainda, prepará-lo(a) melhor para um processo seletivo, no qual, muitas vezes o TCC (ou outra monografia), podem ser o diferencial.

É certo que, ao longo de nossa (de)formação, somos muitas vezes,  impelidos a ser passivos e instruídos a assistir, em vez de participar das aulas.

Por isso, achamos que devemos ficar sentados o tempo todo, só fazendo anotações e tarefas mesquinhas. Quando chegamos ao ensino universitário, temos dificuldade em cumprir prazos, encontrar dados… não sabemos e não temos iniciativa.

O processo de seleção natural da vida, tem mostrado que há exceções. Mas isso é lamentável: numa clase com 60, 80 ou mais alunos, as oportunidades são colocadas para todos.

POR QUÊ FICAR CONFORMADO COM AS EXCEÇÕES, E NÃO TRANSFORMÁ-LAS EM REGRAS?

É isso: inseri vários assuntos. De formação de grupos, a formação educacional. Por quê não? Os problemas – e as soluções – estão neles (assuntos) mesmos.

O importante é o seguinte: VOCÊ PERCEBEU QUE DEVERIA REFLETIR SOBRE A PARTE QUE LHE CABE?

Eu estou fazendo isso, com relação ao meu papel.

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